3.8.07

Art - Bitch




My art is called egocentric
or maybe it's just narcisism
my one and only subject goes
from something like anything but me _ism!

wouldn't it be easier for Beardsley
he could drop the paintings and photograph his penis!
or take pics of the chicks yeah, _you know what i mean.
wouldn't it be easier for Escher
he could drop the marh and make it happen on his matress
2 girls and a cam
3 girls and a cam
put a dog there and you got polaroid scam

I ain't no art-ist
I am an art-bitch
I sell my paintings to the men I eat
I have no port-fo-lee-o cuz I only show where there's free al-co-hol

I am so hard_core
I sell my crap and people ask for more!
call me re-vo-lu-tionaire
I poo on a plate and get it published on Visionaire what i do,
it's called art-shit and don't you dare make fun of me
cuz everything i do was featured on the pages of ID

I ain't no art-ist _ I am an art-bitch
I sell my paintings to the men I eat
I have no port-fo-lee-o
cuz I only show where there's free al-co-hol

I ain't no art-ist
I am an art-bitch
I sell my paintings to the men I eat
I have no port-fo-lee-o
cuz I only show where there's free al-co-hol


lick lick lick my art-tit

suck suck suck my art-hole


I ain't no art-ist
I am an art-bitch
I sell my paintings to the men I eat
I have no port-fo-lee-o cuz I only show where there's free al-co-hol.


2.8.07

amor de carne.


"Disseste-me que, no Amor,
se trata apenas de carne.
Minha pequenina, fugias a correr se um homem te confessasse que só queria a tua carne. E compreenderias o que é a sensação atroz da solidão."


Milan Kundera,
A Ignorância

31.7.07

|Soon this space will be too small.|


Hoje não me canso de escutar esta música. Naufrago nela. Escuto’a dentro. Por dentro. Cada nota. Cada palavra. A voz da Lhasa tem mãos e garras e abismos. _Esquematizo uma Libertação._ Penso num homem (?) que parte hoje para Africa porque o seu espaço se tornou pequeno.

|… Then I’ll die three times
And be born again
In a little box
With a golden key
And a flying fish
Will set me free …|

Escrevo para o homem a caminho de África. Para a Lhasa. Para mim e para os meus que deixei no/a caminho dos espaços que se tornaram demasiado pequenos para alguém.

Penso no que a vida me dá e no que não sei se me deve. Penso que expludo. Que me transformo em peixe voador e depois cinzas. Penso nas minhas mortes de todos os dias _ partidas, adeus, despedidas, desprendimentos, renúncias e suas respectivas bandas-sonoras.

Penso que me derreto.

Penso nas coisas que quero fazer a olhar de frente e nas outras que me irão surpreender pelas costas. Penso em agradecer por isso. |agradeço muito, eu.| Penso em rir’me de mim e com aqueles que me fazem cócegas na Vida. Penso e o meu espaço estreita-se, agora.

|too smal!|

Penso em bagagens e asas e incertezas e vertigens _e lágrimas, porque não? Penso que a vida continua a mesma aqui à minha volta.

E cá estou eu a morrer e a renascer _outra vez. Diferentemente, outra vez.

Penso no César. Na Vera-do-Meu-Coração. Na MãeTina. Nas Manas-Luz. Na minha princesa Bia e no meu mais recente príncipe Gui. Penso no Daniel, na Bita, no Mário, na Ana, no André, na Jaulas, na Andreia, na La Isla, no Luís e os outros dessa viagem. Penso na Team CF. Penso na Tribo-da-terra. Penso nos tantos que me ficaram dos espaços dos dias.

Ah, os dias! |…|

E assim vou tatuando braços à volta dos meus.

E assim vou levando sorrisos _como bandeiras_ às regiões mais remotas e frias do meu coração.

E assim vou colocando palavras sobre a mesa redonda e modesta do meu coração, que sirvo, com algum aprumo, aos espaços da minha vida.

|… And my dust will tell
what my flesh would not.

Soon this space will be too small _And I’ll go outside. |

And i’ll go outside.